por ACA

Eu me transformei!

A autoconfiança é a base da liderança!

Existem inúmeras capacidades, habilidades, comportamentos que se pode aprender em cursos e treinamentos, como: negociação, mediador e solucionador de problemas, tomadas de decisões mais assertivas, comunicação persuasiva, capacitar e treinar os membros da equipe; e muitos outros fundamentos da liderança. No entanto, sem que o indivíduo primeiro acredite em si mesmo, a verdadeira liderança só existirá no título do cargo. Em resumo, relacionada a eficácia da liderança, a primeira pessoa a ser convencida e comprar a ideia: é você mesmo. Ou seja, se você não acredita que tem confiança pessoal para liderar e conquistar a credibilidade do outro, será muito difícil ou até mesmo impossível desenvolver o papel de líder. É uma tendência natural, as pessoas confiam mais nas pessoas quando elas demonstram segurança e confiança.

E, aqui quero compartilhar um pouco da minha trajetória com você que possa de alguma maneira estar enfrentando uma situação parecida com essa.

Já fui uma “menina chorona”, há quem diga que ainda sou chorona, apesar de não ser mais tão menina, e ao mesmo tempo ainda me sentir como aquela menina cheia de sonhos.

Já fui uma “menina medrosa”, e em muitos momentos a insegurança ainda me pega de cheio, porém… nesses momentos assumo a seguinte verdade:” se der medo? Estufa o peito finge que tem coragem e vai com medo mesmo.”

Já fui uma “menina mandona” para que em muitas situações me fizesse ser ouvida.

E, para lidar com as minhas inseguranças, dúvidas, choros, enfrentei bravamente a minha maior “inimiga” … eu mesma.

No fundo, buscava não deixar aflorar de maneira tão intensa essa minha personalidade forte; só que não teve jeito, os traços da inquietude e curiosidade aguçaram intensamente a natural personalidade da liderança, e esse jeito de ser se sobressaiu desde muito cedo, em gestos pequenos como tomar a frente de tarefas na escola, até ir evoluindo para situações maiores como encabeçar projetos mais complexos na fase adulta, encarar o risco de ser a resolutiva frente as questões de extrema relevância, na minha vida pessoal e profissional, e como consequência em muitos momentos me via como centralizadora em relação a quase tudo ao meu redor (do tipo… preciso saber o que e como estão fazendo), mais no fundo a maior preocupação e a intenção positiva era a de pegar na mão, de evitar que o outro falhasse para não ter que refazer o trabalho (ainda tenho pavor de retrabalho, rsrsrsrs), orientar e direcionar, e se necessário assumir sozinha o desafio!

Sabe, aquele papel de mãe? Assumir tudo que puder na intenção de poupar o outro!

Acontece que a menina que nasceu em São Paulo, se alfabetizou em escola estadual, tinha cabelos longos e cacheados envolvidos numa trança e claro (apelido Rapunzel) participou da minha adolescência, que praticamente só usava roupas novas uma vez ao ano, a mesma menina que de coração tão mole chorava por não admitir injustiça, de sentir muito medo por saber que seus sonhos eram ousados que estavam tão distante da sua realidade, inconscientemente se posicionou na vida, ativando sua força de presença por meio da sua própria liderança.

Durante um tempo em minha vida tive medo dessa “liderança” e busquei me omitir… mas quando percebia… já tinha dado a resposta que naquela roda de discussão que ninguém se colocava; já tinha assumido o trabalho que o outro estava atrasado em fazer; já tinha terminado as minhas atividades e começava a ajudar o outro porque não sabia ficar quieta, e assim lutar contra essa natureza não me levava a lugar nenhum.

A transformação da “menina” na mulher líder, que hoje gera inspiração para outras pessoas, foi um longo e árduo caminho e somente é possível enfrenta-lo quem aceita trilhar a jornada do autoconhecimento.

As mudanças comportamentais só acontecem de dentro para fora, e são regidas diretamente pelos nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos. Ser líder de si mesma é antes de tudo TER iniciativa e buscar a nossa própria melhoria, ou seja, ser melhor 1% a cada dia, assumir as consequências por nossas escolhas. Desenvolver a inteligência emocional e saber fazer a gestão das emoções, tendo consciência que as nossas decisões e comportamentos possuem impacto diretos na vida das pessoas que convivemos.

Sou apaixonada por empreendedorismo e liderança, exatamente porque durante essa minha jornada de transformação, sempre entendi que sozinha não sentimos o verdadeiro prazer em liderar.

Como assim?

Juntos Aprendemos. Erramos. Acertamos. Na verdade, nos acolhemos, o que no fundo é a maior essência do ser humano, apoiar e ser apoiado.

Juntos lideramos de verdade por meio dos nossos VALORES!

Juntos transbordamos e evoluímos, pois encontramos no outro o que falta em nós!

Eu MUDEI!

Mudei o modo de me enxergar. Aceitei a minha essência, assumi a minha própria liderança, e aprendi gerenciar as minhas inseguranças, e ao longo desses anos através do meu trabalho como empresária, coach, mentora, treinadora de pessoas consegui transformar as minhas paixões em ações, que impactaram não só a minha vida, mas a vida de muitos que fazem parte da minha história e missão de vida.

Hoje aquela menina sobe no palco da vida para compartilhar experiências com quem deseja trilhar esse caminho da LIDERANÇA!

E quero aqui deixar algumas sugestões para você:

Nunca desista de VOCÊ!

Esteja aberta a correr riscos calculados. Exerça algo diariamente para aumentar sua confiança na liderança.

Aceite a sua verdadeira essência! Defenda a sua verdade!

Lidere a si mesma e inspire sempre outras pessoas.

Por: Tikinha Albuquerque

24/01/2023.

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A conexão crítica entre autoconfiança e a liderança