por ACA

Carta aberta da Associação Comercial e Empresarial de Arcoverde (ACA), instituição que representa os empresários locais e da região ao Governador Paulo Câmara, ao Prefeito em Exercício Siqueirinha, Vereadores, Comitê de Enfrentamento do Covid-19 de Arcoverde, Ministério Público e a população Arcoverdense. 

O Decreto de Nº 50.443 compromete a dignidade da população como um topo, seja para Empresários, Colaboradores, Funcionários Públicos, Aposentados e entre outro, pois além de inviabilizar a continuação das atividades, o decreto faz com que a apuração e a renda diminuam em volume alto, fazendo que aconteçam demissões em massa, prejudicando pais de famílias, trabalhadores, comerciante e autônomos de levar o seu sustento para casa. Tento em vista que a inflação de produtos dos mais variados seguimentos está sofrendo altas a cada dia que passa.

A Associação Comercial como associativista e representante dos comerciantes e empresários de Arcoverde, nos colocamos aberta para o diálogo tanto com o Governo Estadual como o Municipal, para que haja um entendimento para que o setor não seja mais prejudicado do que já está acontecendo. A proposta que indicamos é: que tenha flexibilização no horário de funcionamento do comércio, 9h às 13h, e também no quadro dos funcionários por turno dependendo do tamanho da loja.

Vale salientar que o comércio já vem há um ano atendendo as exigências como: uso da máscara, uso do álcool, só permitindo que as pessoas entrem no ambiente com máscara, os tapetes sanitizantes, as limpezas dentro da loja, aferição da temperatura. Essas exigências sanitárias de enfrentamento ao Covid-19 já vêm sendo cumpridas à risca dentro de todas as lojas. Lembrando que nesses 11 dias que as lojas estarão fechadas, os salários dos colaborares irão ser pagos integralmente, em que os empresários não estão tendo nenhum subsídio, os impostos, as cargas tributárias e as taxas continuaram sendo pagas, isso com o comércio fechado.

Queremos também que tanto o Governo Estadual e Municipal aumente as suas fiscalizações em lojas irregulares, periferias, festas clandestinas e pessoas na rua que não estejam com máscara. Para manter a abertura dos empresários que estejam seguindo todas as normas corretamente, para que não haja fechamento desnecessário do comércio.

Os empresários do setor de óticas também solicitam que sejam enquadrados como serviço essencial. Pois, no decreto de Nº 50.443 não colocou o ramo de óptica como uma atividade essencial, assim, proibindo o seu funcionamento. Contudo, os empresários acreditam que a decisão é injusta e sugere uma correção no decreto, pois a comercialização de produtos e a prestação de serviços destinados à correção visual constituem atividades manifestamente essenciais, mesmo porque voltadas a amparar a saúde da população, inclusive dos profissionais que atuam na linha de frente de combate à pandemia e que laboram em diversos ramos considerados indispensáveis, como supermercados, farmácias e laboratórios.

Sabemos que o momento exige prudência diante dos números alarmantes de mortes por Covid-19 dentro do nosso país, mas queremos diálogo e entendimento por parte do Governo Estadual e Municipal para que o setor não seja mais uma vez prejudicado.

Miguelito Rodrigues – Presidente da ACA

ACA
Sobre ACA
Carta aberta da ACA